BID e GoiásFomento firmam parceria em eficiência energética

Investimento fortalecerá a capacidade de empresas atendidas pela agência a captarem empréstimos para projetos verdes

Goiânia – O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a GoiásFomento assinaram termo de cooperação técnica para ajudar as instituições atendidas por esta agência a viabilizarem seus projetos em energia limpa e eficiente.

A doação de R$ 1,4 milhão é parte do Programa Regional de Seguro de Eficiência Energética e Gerenciamento de Risco do BID e será aplicada, sobretudo, em consultorias. O financiamento dos projetos tem por objetivo implantar sistemas de energia limpa e eficiente no Brasil como alternativa para reduzir custos e impactos no meio ambiente.

Pelo programa, instituições de fomento do Brasil, El Salvador, Peru, México e Colômbia recebem apoio técnico para impulsionarem seus esforços em financiamento a projetos de eficiência energética. As agências beneficiadas recebem apoio para a concepção e implementação de estratégias financeiras personalizadas, o que inclui análises de viabilidade dos projetos, avaliação de tecnologias e de mercado, assim como planos de negócios e de implementação, entre outros elementos.

A GoiásFomento, como instituição financeira de desenvolvimento, desempenhará importante papel no financiamento dos investimentos a serem realizados, contribuindo para aumentar a competitividade das empresas de pequeno porte bem como de produtores rurais ao apoiar a produção de energia com menor custo, atendendo especialmente os setores de serviços (hospitais, salões de beleza, hotéis), a indústria de alimentos (laticínios, panificação, carnes, vegetais e grãos) e o agronegócio.

A iniciativa compreende ainda o desenvolvimento de um seguro de eficiência com economia energética que garante até 100% de retorno dos investimentos realizados e terá foco em tecnologias relacionadas a caldeiras, ar condicionado, motores, compressores, refrigeração, iluminação, fornos, e substituição de combustíveis entre outros.

Para o especialista em mercado financeiro e de capitais do BID, Luciano Schweizer, trata-se de uma oportunidade positiva de implementar estruturações financeiras inovadoras, que permitam realizar uma distribuição dos riscos mais efetiva entre os atores do mercado, aumentando a confiabilidade da oferta de soluções tecnológicas mais eficientes e ambiental e climaticamente amigáveis. “É importante sinalizar que se trata de um instrumental já lançado com sucesso no México e nos próximos meses na Colômbia, e que agora esperamos adaptar para as necessidades e ao contexto brasileiro”, disse.

 


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